quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jack3d: algumas informações interessantes

A com­po­si­ção do Jack3d é divida em 2 complexos.
COMPLEXO I: Y-RD™ (153,33 mg)

THEOPHYLLINE (TEOFILINA)
É tam­bém conhe­cida como dime­til­xan­tina.  É uma droga usada no tra­ta­mento de doen­ças res­pi­ra­tó­rias como asma, doença pul­mo­nar obs­tru­tiva crô­nica (DPOC), tem efei­tos esti­mu­lan­tes por pos­suir forma estru­tu­ral seme­lhante a da cafeína. Con­tudo, por causa dos seus efei­tos cola­te­rais agora é rara­mente uti­li­zada clinicamente.
A teo­fi­lina é natu­ral­mente encon­trada na maior parte dos chás, só que em meno­res quantidades.
Suas prin­ci­pais ações são:
dila­tar os brôn­quios no pulmão;
aumen­tar a força de con­tra­ção do coração;
aumen­tar a frequên­cia (ritmo) de con­tra­ções do coração;
aumen­tar a pres­são arterial;
aumen­tar o fluxo san­guí­neo nos rins;
efeito esti­mu­lante no sis­tema ner­voso cen­tral (SNC), prin­ci­pal­mente na parte res­pon­sá­vel pelo con­trole da respiração
Alguns pos­sí­veis efei­tos cola­te­rias da Teofilina:
diar­réia;
náu­sea;
aumento da frequên­cia cardíaca;
cefa­léia;
insô­nia;
irri­ta­bi­li­dade;
ton­tu­ras;
ver­tin­gens
 1,3 DIMETHYLAMYLAMINE
A Dimethy­lamy­la­mine ou Methy­lhe­xa­ne­a­mine, é um com­po­nente do óleo da flor de Gerâ­nio e por isso é ven­dida pela indús­trias de suple­men­ta­ção como ali­mento dietético.
Quando iso­lada em labo­ra­tó­rio, nor­mal­mente é uti­li­zada como des­con­ges­ti­o­nante nasal, por via oral ou nasal, por causa do seu efeito vasoconstritor.
Entre­tanto, essa droga não é apro­vada pela Food and Drug Admi­nis­tra­tion (FDA), nos EUA, pela falta de estu­dos con­clu­si­vos sobre sua dose segura e pelos efei­tos esti­mu­lan­tes sobre o SNC seme­lhan­tes ao das anfe­ta­mi­nas e efe­drina, o que pode oca­si­o­nar dependência.
Na Nova Zelân­dia fre­quen­ta­do­res de fes­tas notur­nas con­su­miam com­pri­mi­dos esti­mu­lan­tes que tinham como ingre­di­ente ativo a Dimethy­lamy­la­mine. Alguns efei­tos adver­sos sérios foram relatados:
dores de cabeça;
náu­seas;
aci­dente vas­cu­lar cere­bral (AVC)
E então, desde 2008 essa subs­tân­cia pas­sou a ser con­si­de­rada ile­gal na Nova Zelândia.
No meio espor­tivo, já foram encon­tra­dos vários casos de doping por uti­li­za­ção da Dimethylamylamine.
Em 2009 cinco atle­tas jamai­ca­nos foram pegos no exame pelo Comitê Jamai­cano de Anti-Doping, pelo uso dessa droga como estimulante.
Durante os Jogos da Com­monwe­alth neste ano, o atleta nige­ri­ano Damola Osayemi per­deu sua meda­lha de ouro nos 100m, após ser detec­tada a subs­tân­cia Dimethy­lamy­la­mine durante os tes­tes de drogas. Em seguida, o teste de outro atleta nige­ri­ano, Samuel Okon, que ter­mi­nou em sexto nos 110m com bar­rei­ras, tam­bém deu posi­tivo para a droga.
Ainda em 2010, em outu­bro, dois ciclis­tas Portugueses, foram pegos no dop­ping durante o Cam­pe­o­nato Naci­o­nal Por­tu­guês no final de junho. O Aus­tra­lian Sports Anti-doping Autho­rity sus­pen­deu nove atle­tas aus­tra­li­a­nos da Liga de Fute­bol Aus­tra­li­ano e Liga Naci­o­nal de Rugby tam­bém em outubro.
Em novem­bro foi a vez da África do Sul encon­trar a subs­tân­cia em dois  joga­do­res de Rugby na turnê anual de Rugby do Hemis­fé­rio Norte, os joga­do­res foram sus­pen­sos e ime­di­a­ta­mente man­da­dos de volta casa, ape­sar de terem ale­gado que con­su­mi­ram a subs­tân­cia invo­lun­ta­ri­a­mente, sob a forma de medi­ca­ção para os sin­to­mas da gripe.
Por esses fatos, a par­tir de 2010, a World Anti-Doping Agency incluiu a Dimethy­lamy­la­mine na lista de subs­tân­cia ilegais.
DIBENZO
Essa subs­tân­cia é da famí­lia das Ben­zo­di­a­ze­pi­nas, que são um grupo de medi­ca­men­tos uti­li­za­dos para tra­ta­mento de ansi­e­dade, amné­sia ante­ró­grada ou como seda­ti­vos, hip­nó­ti­cos, rela­xante mus­cu­lar e ainda anti­con­vul­si­o­nante. Ela tem uma grande capa­ci­dade de depri­mir o SNC, ou seja, dimi­nuir a ati­vi­dade cerebral.
Alguns efei­tos adver­sos do seu uso:
Seda­ção;
Eufo­ria;
Amné­sia;
Indi­fe­rença e má ava­li­a­ção do perigo;
Exa­cer­bar muito os efei­tos do álcool;
Con­fu­são mental;
Hipo­ter­mia (dimi­nui­ção da tem­pe­ra­tura corporal);
Depen­dên­cia;
Aumento da hos­ti­li­dade (agressividade);
Ata­xia (falta de coor­de­na­ção nos movimentos);
Ane­mia;
Alu­ci­na­ções.
Nome de alguns tipos de benzodiazepínicos:
Dia­ze­pam ou Valium;
Lora­ze­pam;
Clo­na­ze­pam ou Rivotril;
Bro­ma­ze­pam ou Lexotan.
SCHIZANDROL A
O Schi­zan­drol A pos­sui a seguinte com­bi­na­ção: 2, 3, 4, 1, 2, 3-hexamethoxy-6,7-dimetil-1, 2,3,4-dibenzo-1,3-cyclooctadien-6-Ol e junto com o Dibenzo, atuam no fun­ci­o­na­mento cere­bral ini­bindo o SNC.
Ele pro­voca o aumento nas con­cen­tra­ções de dopa­mina e sero­to­nina no cére­bro, levando a um aumento na sen­sa­ção de pra­zer e bem estar, por isso, tam­bém pode ser uti­li­zado no tra­ta­mento de trans­tor­nos de comportamento, ansiedade e depres­são. Entre­tanto, exis­tem pou­cas pes­qui­sas com a sua uti­li­za­ção em huma­nos, somente em roedores.
COMPLEXO II: ATP-Carnosina-Vaso Com­plex™ (3500,00 mg)

CREATINA MONOHIDRATADA
A cre­a­tina é um com­posto encon­trado nos mús­cu­los na de forma de Cre­a­tina Fos­fato (CP), pois em sua estru­tura quí­mica existe uma molé­cula de fós­foro adicionada.
Como suple­mento, é uti­li­zada nor­mal­mente em moda­li­da­des espor­ti­vas que exi­gem uma grande pro­du­ção de força, e de maneira rápida. Nos ali­men­tos é encon­trada em mai­o­res quan­ti­da­des nas car­nes em geral.
BETA ALANINA
É um ami­noá­cido não essen­cial pre­sente no nosso orga­nismo, que tem par­ti­ci­pa­ção em todas as vias energéticas: carboidratos, pro­teí­nas e gor­du­ras. Ela atua no reco­nhe­ci­mento dos nutri­en­tes que serão utli­za­dos pela célula, na regu­la­ção da ati­vi­dade de cer­tos tipos de enzi­mas, no meta­bo­lismo do Trip­to­fano (ami­noá­cido for­ma­dor de Sero­to­nina) e tam­bém auxi­lia no aumento da sín­tese pro­teíca (for­ma­ção de novas proteínas).
ARGININA
É tam­bém um ami­noá­cido pre­sente no nosso orga­nismo, porém essencial.
A argi­nina é o pre­cur­sor ime­di­ato do Óxido Nítrico e esse por sua vez pro­move rela­xa­mento dos vasos san­guí­neos, dimi­nuindo a pres­são arte­rial. Tam­bém é impor­tante para pro­du­ção de cre­a­tina e tem papel fun­da­men­tal na divi­são celu­lar (mitose e mei­ose), na cica­tri­za­ção de feri­das, na remo­ção de amô­nia do corpo, no sis­tema imu­no­ló­gico e na pro­du­ção de alguns hormônios.
ALFA-CETOGLUTARATO
Conhe­cido tam­bém como Ácido Alfa-Cetoglutarato tem par­ti­ci­pa­ção na for­ma­ção de ener­gia celu­lar sendo uma peça chave no Ciclo de Krebs (ciclo for­ma­dor de ener­gia den­tro das célu­las). Além de regu­lar a pro­du­ção de ener­gia, outra fun­ção impor­tante desse ácido é a for­ma­ção de ácido glu­tâ­mico ou Glu­ta­mina, ami­noá­cido essen­cial para con­tro­lar a repa­ra­ção de teci­dos no corpo (pele, mús­cu­los e outros) e man­ter o sis­tema imunológico.
OUTROS INGREDIENTES

ÁCIDO CÍTRICO
O ácido cítrico é um anti­o­xi­dante encon­trado na mai­o­ria das fru­tas, sobre­tudo nas mais cítri­cas, limão, laranja, acerola.
Sua fun­ção é aju­dar a remo­ver os átomos de oxi­gê­nio que “sobram” no nosso corpo, retar­dando o pro­cesso de envelhecimento.
SUCRALOSE
É um ado­çante deri­vado do açú­car, bas­tante uti­li­zado em bebi­das de baixa quan­ti­dade calórica.
ACESULFAME-K
Ado­çante die­té­tico bas­tante uti­li­zado em doces, bebi­das e chi­cle­tes. Ele não é meta­bo­li­zado pelo orga­nismo humano, sendo eli­mi­nado com a mesma forma em que foi ingerido.
IMPORTANTE!

Todas as subs­tân­cias des­cri­tas no COMPLEXO I atuam no fun­ci­o­na­mento do Sis­tema Ner­voso Cen­tral e podem cau­sar dependência.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Brócolis e outros crucíferos no combate ao câncer

Inibição de histona deacetilase (HDAC) é um campo emergente de tratamento de câncer e representa uma abordagem promissora farmacêutica e nutricional. Emily Ho, da Universidade Estadual do Oregon e colegas investigaram os efeitos do sulforafano em hiperplasia benigna, normal e células epiteliais cancerosas da próstata. Eles observaram que 15 micromoles de sulforafano causaram morte de detenção a célula do ciclo celular na hiperplasia benigna e cancerosas da próstata, enquanto não afetou as células normais.

O sulforafano diminuiu também seletivamente a actividade das enzimas HDAC. Os pesquisadores concluem que sulforafano "exerce efeitos diferenciais sobre a proliferação celular, atividade HDAC nas células normais e com câncer".

Clarke, J.D., et al. (2011). Diferentes efeitos do sulforafano histona deacetilases, da detenção do ciclo celular e apoptose em células da próstata normais versus hiperplásico e células cancerosas da próstata. Mol Nutr & Food res. 7:999-1009.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Harvard apresenta nova pirâmide dos alimentos.

19/01/2012

O Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard propôs substituir a pirâmide ou roda dos alimentos, apresentando a figura de um prato que mostre quantidades aconselháveis e incluindo exercício físico. Os especialistas dizem que esta sugestão "é baseada em investigação mais atual, sem interesses da indústria nem pressões políticas e, para além disso, dá recomendações mais específicas e precisas".

O guia de alimentação designado por "My Plate" aventa ser mais informativo e intuitivo do que o modelo piramidal, já que as proporções dos alimentos a ingerir são mais explícitas. A proposta é encher metade do prato com fruta e legumes, um dos quartos restantes é para cereais e o outro é reservado a proteínas (recomendando peixe, aves, feijão e nozes), mas inclui ainda óleos vegetais e um copo de água, que pode também ser substituído por uma chávena de café ou chá (limitando para crianças).

No entanto, não sabemos se a cota parte ocupada pelos cereais no prato se refere a cereais normais ou integrais, por exemplo, entre outras questões. Alguns especialistas já estão a criticar de forma negativa o "My Plate" porque parece ser mais a favor de ir buscar proteína à carne vermelha do que ao peixe.

Quanto a óleos, o esquema em forma de prato não fala das vantagens do azeite relativamente a outros. Esta nova pequena roda dos alimentos inclui ainda o exercício físico, um sector que até agora nunca tinha sido abordado. A sugestão principal deste esquema alimentar é ter um “prato colorido” e variado.



fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A reposição hormonal masculina com testosterona pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas.

Por Fábio Adriano Almeida Guedes
Matéria publicada em 16 de Janeiro de 2012

Alguns estudos, ainda não confirmados, apontam nessa direção.
A “Deficiência Hormonal do Envelhecimento Masculino” é uma síndrome caracterizada pela redução dos níveis de testosterona.

O termo andropausa, muito utilizado na mídia em analogia à menopausa, é tecnicamente incorreto.

Com a menopausa, os ovários deixam de produzir óvulos. Toda mulher passa por isso. No homem, ao contrário, a produção de espermatozóides não é interrompida.

O que pode acontecer é a redução dos níveis de testosterona. Chamamos essa redução de hipogonadismo, por envolver uma diminuição na função das gônadas (no caso do homem, os testículos).

Vários estudos têm sido realizados no intuito de avaliar a relação do hipogonadismo com outras doenças. Tanto a obesidade abdominal (aquela barriguinha que surge com o avanço da idade), como a Síndrome de Resistência Insulínica (que determina o Diabetes tipo II do Adulto) podem estar relacionadas com o hipogonadismo.

Há indícios também que a Síndrome Metabólica, reconhecida recentemente pela Medicina, estaria associada ao hipogonadismo.

Esta Síndrome Metabólica, além da obesidade abdomimal, engloba também a hipertensão Arterial, alterações das taxas de colesterol e triglicerídeos e das taxas de glicose.

Caso esta relação seja verdadeira, o hipogonadismo poderia ser mais um fator de risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares.

A reposição hormonal masculina poderia, então, contribuir para prevenir a doença coronariana e aumentar a expectativa de vida do indivíduo.

domingo, 9 de outubro de 2011

Combata a compulsão alimentar descobrindo gatilhos emocionais. Trabalhe suas mais saudáveis distrações.

Procurar distrações é atitude que dribla vontade e proporciona prazer

Você já parou alguma vez para avaliar o que o leva comer de forma compulsiva? Na grande maioria das vezes, comemos sem perceber o porquê - nos empanturrando de comida, e acabamos ingerindo junto situações e emoções sem perceber. Consumimos nossos sentimentos!
Isso mesmo: comemos, ou melhor, engolimos com a comida raiva, medos, tristeza, solidão, e nem nos damos conta o quanto isso é prejudicial para nosso corpo. Na grande maioria das vezes, chegamos até a passar mal, sentimos o estômago pesar, dor de cabeça, mal estar, mas nem pensamos no motivo desses acontecimentos. A orgia alimentar pode ocorrer como um sentimento de troféu. O trabalho exaustivo durante o dia pode acarretar neste sentimento quando a tranqüilidade é sentida em casa.
Quando paramos para refletir sobre esse comportamento, nos damos conta que a comida serve como forma de amortizar o que na realidade não queremos enxergar, ou mesmo resolver, seja por receio, crenças, ou para não realizar o enfrentamento frente ao que nos incomoda. Será que olhar de frente para o que não está bem em nossa vida não é a solução para muitos de nossos comportamentos frente à alimentação? Convido vocês a prestar a atenção nos momentos que comem em demasia, e anotar os sentimentos* presentes.
No processo de anotar o que se come e o que se sente, acabamos por enxergar que comemos por vários motivos - os quais a fome nem sempre se faz presente.
A dificuldade de dizer "não" é uns dos fatores que geram situações de estresse, e dificilmente temos condições internas de resolver essa forma de se comportar. Aprender a confrontar situações que nos colocam em impasse é um bom caminho para evitar o estresse e engolir mais comida do que seria necessário para se nutrir. Pelo contrário, acabamos nutrindo a raiva, a insatisfação, o que faz mal a saúde física e emocional.
Para não utilizar a comida como substituto para amenizar seu mal estar, recorra a um plano de ação que o faça alcançar um conforto interno, sem fazer mal a si mesmo. Toda vez que detectar em você situações que provocam desconforto, pode recorrer ao seu plano estratégico em busca de aliviar seus problemas, evitando comportamentos autodestrutivos que podem levar ao sobrepeso e obesidade**. 
Comportamentos assertivos em nossa vida nos auxiliam a trilhar um caminho de respeito com nós mesmos. Isso significa que, ao dizermos "não" quando necessário, expormos nossa forma de pensar e não deixarmos pendências nos incomodar, estaremos alcançando a maturidade emocional, sabendo resolver as situações de vida nos momentos adequados e não carregando o peso de algo que só vai incomodar.
O trabalho de um nutricionista também envolve situações emocionais. O interessante é identificar o tipo, o perfil psicológico do paciente e trilhar um plano de consultório e alimentar. Pacientes que precisam estar 1 vez ou mais por semana no consultório tem mais adesão ao tratamento.
Dar-se o direito de se presentear, ou de realizar atividades prazerosas, também é uma atitude assertiva. Tente desviar a atenção dos problemas do dia a dia e vivenciar momentos agradáveis, seja com família, com amigos ou mesmo sozinhos. Quando nos envolvemos com atividades como aulas de línguas, dança de salão, aeromodelismo, patchwork e bordado, desviamos nossa atenção da comida para algo que nos dá prazer. Isso equilibra o estresse que sentimos durante o dia e nos presenteia de forma inteligente.            Agora você pode colocar em prática as dicas acima, comprovando que você pode e consegue driblar os gatilhos emocionais que levam você a comer, dizendo não a esse prazer, gerando outros prazeres que alimentarão sua vida.

* Você projeta as suas emoções na dieta?
Descubra se você se deixa levar pela ansiedade e desconta tudo na alimentação.
Você já passou por alguma situação de estresse e, de repente, sentiu uma enorme vontade de comer um doce ou algo que goste muito? Professores da Universidade de Paris, na França, demonstraram em pesquisas que existe uma relação direta entre o sistema límbico, onde se formam as emoções, e o hipotálamo, onde se concentra a fome.
Os pesquisadores ainda contam que a comunicação errada entre esses dois núcleos cerebrais pode resultar no impulso de comer, e que cerca 95% das mulheres saudáveis na França engordam porque comem para suprir emoções. E você, será que está indo pelo mesmo caminho?

** Obesidade
Considerada uma doença, a obesidade é caracterizada quando o IMC (índice de massa corporal) apresenta índice superior a 30 em indivíduos que não praticam atividade física. Normalmente, o problema surge quando o consumo de energia a partir dos alimentos é superior àquele que é gasto com as atividades diárias e com a manutenção do metabolismo. Atualmente, a obesidade é considerada um problema de saúde pública e está relacionada a várias doenças, como diabetes, problemas cardiovasculares, dificuldades motoras e articulares, além de distúrbios do sono.
Conheça os riscos da obesidade, veja as melhores formas de combater o problema e torne sua alimentação mais saudável, adaptando-se gradualmente à perda de peso. Procure um nutricionista.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ômega-3

Esta foi uma entrevista que realizaram comigo sobre ômega 3. Publicada no site: www.nutricaoemfoco.com.br

Quais são os principais benefícios do ômega-3?
De início vamos entender um pouco sobre a disponibilidade do ômega-3 que ingerido precisa ser transformado em outros dois compostos para ter a sua ação: o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o docosahexaenóico (DHA). Os indivíduos que consomem peixe e alimentos marinhos ingerem diretamente o EPA e o DHA, seria o ômega animal. Ao contrário, os vegetarianos, consomem mais ômega-3 e pouco ou nada de EPA e DHA, seria o ômega vegetal. Isto se dá pela pouca capacidade que os seres humanos têm em relação ao peixe em converter o ômega-3 em EPA e DHA.
O ômega-3 é primordial para formação das membranas celulares e manter o equilíbrio das funções orgânicas (papel estrutural e funcional). Interfere na atividade das enzimas ligadas às membranas, sendo sua presença fundamental para a ação das aminas sobre seus receptores. Com ação também na membrana externa das células cerebrais, sendo através desta membrana que todos os sinais nervosos fluem, então a presença de ômega-3 cria um ambiente ideal para a troca rápida de ’mensagens’ entre as células do nosso cérebro.
A ingestão do ômega 3 auxilia a diminuir os níveis de triglicerídeos e colesterol total. É um importante mediador de alergias e processo inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas,  inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos.
As fontes principais de Omega-3 são os peixes de águas profundas e frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta) e os óleos de peixe.

Quando é recomendada a suplementação de ômega-3? Há riscos em suplementá-lo diariamente para os pacientes?
Com sua vasta gama de atuação acredito que o ômega-3, dentro da sua recomendação, é indicado para todo tipo de paciente. Já que trás todos esses benefícios. Não há nenhum tipo de contra indicação. Desde que inicie o uso do suplemento em dose média - baixa.

Qual a ação do ômega-3 na suplementação esportiva?
Indicaria o ômega-3 para praticante de atividade física por ser mediador de alergias, processos inflamatórios e pela ação antioxidante. Outra questão importante seria livrar atletas das freqüentes lesões musculares, causadas por atividades físicas intensas. Ou, pelo menos, amenizar as lesões de forma significativa.

Qual a importância do ômega-3 no combate a osteoporose?
A atuação do ômega-3 seria na inibição da função dos osteoclastos, são células que reabsorvem tecido ósseo, caso na dieta não tenha uma concentração adequada de cálcio. O ômega-3 restauraria o equilíbrio e, assim, brecaria o avanço da osteoporose.

Qual a quantidade indicada de consumo do ômega-3?
Em 2007, na IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O ácido graxo ômega-3 é derivado do óleo de peixes provenientes de águas frias e profundas, que reduzem a síntese hepática dos TG. Os mais importantes são o eicosapentaenóico (EPA) e o docosahexaenóico (DHA). Em altas doses (4 a 10 g ao dia) reduzem os triglicérides e aumentam discretamente o HDLC. Podem, entretanto, aumentar o LDL-C. Em portadores de doença arterial coronária, a suplementação de 1g /dia de ômega-3 em cápsulas, reduziu em 10% os eventos cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral). Portanto, o ácido graxo ômega-3 pode ser utilizado como terapia adjuvante na hipertrigliceridemia ou em substituição a fibratos, niacina ou estatinas em pacientes intolerantes.
Em 2007, na quarta diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ficou estabelecido como consenso que o uso dos ácidos graxos essenciais (AGES), especificamente o Ômega-3, tem fundamental importância no tratamento de doenças coronarianas, na diminuição de morte súbita e melhora do perfil lipídico, sendo inclusive indicado como tratamento para pacientes que apresentam reações ou possuem sensibilidade às estatinas. Esse e outros fatores só vêm fortalecer o fundamental papel dos (AGES) no tratamento e manutenção de uma vida saudável. Recomenda-se o consumo de 2 cápsulas de 1g ao dia, junto às refeições.
O uso de 1 a 4g por dia junto das grandes refeições seria uma indicação tranqüila para se trabalhar com os pacientes de uma maneira geral.

Ele pode trazer algum prejuízo à saúde?
Pode trazer malefícios sim à saúde. O excesso por exemplo pode retardar a coagulação sanguínea.

sábado, 13 de agosto de 2011

Esquema de dieta do ciclo do carboidrato

Em 2007 estive em São Paulo para discutir com um fisiculturista conhecido, meu esquema de dieta e treinamento. 1 ano antes este fisiculturista foi campeão paulista e no mesmo ano também. Começamos a discussão e chegamos na dieta do ciclo de carboidratos! Um esquema então muito conhecido no mundo do fisiculturismo, mas pouco pelos profissionais nutricionistas.
O ciclo do carboidrato tem sido uma “arma secreta”, um truque na perda de gordura. E é um dos meus métodos mais favoritos.

Então vamos falar sobre os típicos resultados:
Quando estudamos e na prática eu vejo em consultório o quanto é a perda de gordura que se pode esperar normalmente. Uma média típica de perda de gordura por semana em torno de 1 – 2 % de gordura por semana (2 – 4 Kg por semana). Em dietas mais severas, porem normais, já tive casos de perda de 6 kg por semana. São pessoas resignadas somente à dieta e à prática de treinamento físico.
Uma média de perda de gordura menor que isso seria um pouco lenta, menos de 1 Kg por semana, mas se manteve de forma consistente, já ocorreu progresso. Podemos apertar o esquema para ter resultados mais rápidos.
Após 7 dias se não tiver nenhum progresso, precisamos de alguns ajustes.
O esquema de dieta do ciclo do carboidrato às vezes não traz o resultado mais rápido do que a perda de gordura normal. E você poderia estar com os mesmos resultados de um esquema convencional. Isto não é mágica. O que faz o resultado são as estratégias de nutrição inteligente que vão fazer isso acontecer! O ciclo de carboidrato é espetacular em manter a perda de gordura linearmente, podendo manter sua motivação, seu incentivo psicológico, bem como manter seus níveis de energia em alta e acelerando o metabolismo, isto é benefício fisiológico.

Quando é o melhor momento para se usar o ciclo de carboidrato?
Para as pessoas que estão começando, que ainda tem níveis relativamente altos de gordura corporal, o esquema de ciclo de carboidrato não é necessário ainda. A melhor maneira de começar em um programa de perda de gordura é simplesmente estabelecer um déficit energético e mantê-lo estável. Eu prefiro até mesmo a inteligência no trabalho com o tipo de carboidrato, melhora da qualidade deste macronutriente, após a redução de ingestão energética.
De fato, se acabou de começar um programa de perda de gordura e esta fazendo algo errado com a nutrição, muito menos as coisas avançadas, como o ciclo de carboidratos. A perda de peso em fase inicial deve ser sempre o mais fácil. Então com certeza o ciclo de carboidrato é provavelmente mais útil na “fase final”, quando já esta com menos gordura, estagnado na sua perda, e esta trabalhando sobre a última gordura, a gordura “teimosa”.
Isto é, quando você tem uma dieta, um esquema, por muito tempo seu metabolismo é mais susceptível de diminuir o ritmo e você corre o risco de sair do esquema atual devido a sentimentos de privação, a fome, a falta de energia e a estagnação no tratamento.

Os benefícios fisiológicos no esquema do ciclo de carboidrato (hormônios e mais funções)
Se lembre que sem um déficit energético, o ciclo de carboidrato não garante que você vai perder a gordura em seu todo. De fato vamos pensar sobre o que acontece ao seu déficit semanal com o ciclo de carboidrato:
Se você estivesse em um déficit de 4 em 4 dias e depois você vai para déficit de 3 em cada 3 dias, então tecnicamente você tem um pequeno déficit acumulado semanal não é? Assim você pode ver que o ciclo de carboidrato, zig zague não funcione, aumentando um déficit energético. A idéia aqui, é que não seria uma boa idéia sempre ser em déficit. As coisas ruins acontecem se você sempre está com energia privada.
O problema com déficits prolongados e agressivos, especialmente depois que você já esta com baixo percentual de gordura, é que seu metabolismo tende a diminuir como uma adaptação à restrição energética. Seu corpo usa também truques para você comer mais pelo apetite crescente. Ambos os efeitos podem ser controlados hormonalmente.
A maneira que o ciclo de carboidrato funciona é que, aumentando a energia a cada dia, 4 ou mais (energia de carboidratos, em particular), você ajuda a restaurar os hormônios que regulam o metabolismo, estimulante do apetite, saciedade e fome de indução, mais perto dos níveis normais.
Por exemplo, no pico do carboidrato, teremos mais energia, isso pode impulsionar a leptina, hormônio anti-fome. Isto diz para seu corpo que você não esta mais “faminto” e traz o metabolismo novamente ao normal, pelo menos temporariamente.

O ciclo de carboidratos também traz benefícios psicológicos.
Quando você está em ingestão baixa de energia o tempo todo, você começa fisiologicamente com fome. Você também terá desejos, que pode ser diferente do que a fome física. A tendência a desejar o carboidrato que você não pode consumir.
Mas se usar o ciclo de carboidratos, você consegue ingerir mais a cada dia, ingerir carboidratos. Assim, mesmo se você sentir alguma fome e desejo nos dias de baixa é mais fácil de agüentar.
O resultado final é evitar sair do plano proposto.

Ciclo de carboidrato e recomposição do corpo
Um benefício possível do esquema do ciclo de carboidrato é o aumento da massa magra em algumas pessoas, enquanto em um déficit energético.
Isso porque quando esta elevando a energia, vários dias, você não está realmente sempre em um déficit. É dado mais combustível para seu corpo em “dia de alta”, sendo possível ser direcionada para o tecido muscular, para o crescimento. 
Estar em ingestão extremamente baixa de energia e carboidrato compromete o rendimento no treinamento físico. Mas quando ocorre a reposição de carboidrato e melhora na ingestão de energia, o carboidrato faz maravilhas para aumentar a sua energia de formação. Seria o combustível extra para o treinamento, tornando-o mais intenso, mais forte, e se você pode treinar mais intenso, você pode construir mais músculos e queimar mais gorduras.

E se o ciclo de carboidrato não estiver funcionando para você?
Se o ciclo de carboidratos não estiver funcionando, às vezes é pela mesma razão, como se não estivesse no ciclo. Não conseguir a energia alta e não estar em déficit.
Por essa razão que eu sou imparcial para retransmissões controladas. Tem que ter expressão. Dia de alto carboidrato, realmente seria alto. Dia de baixo carboidrato, realmente seria baixo.
Se com o esquema proposto, ficou na mesma pelo menos durante 7 dias, seria útil contar a energia com cuidado e até mesmo pesar ou medir os alimentos. Em todo momento estamos em guerra com os resultados ou simplesmente trabalhando nos últimos quilos de gordura nas áreas mais difíceis, a atenção ao detalhe é o ponto mais importante do que nunca.
Outra coisa que podemos pensar é começar a controlar um número que a maioria das pessoas não consideram: o seu déficit semanal (ou a ingestão energética semanal-média-diária). Em seguida precisamos verificar se o déficit semanal esta adequado para atingir seu objetivo semanal.
Quando o esquema do ciclo do carboidrato, estiver no “carbo” baixo, são os dias mais rigorosos. Dias que às vezes com um déficit energético bastante agressivo, 30% abaixo da manutenção, às vezes até mais baixo que isto.

A escala prega peças quando se trabalha com o esquema de carboidrato em ciclos
Uma última consideração. Suponha que você está tentando avaliar seus resultados após o 4º dia, perguntando quando vão começar os resultados.
Uma coisa sobre o ciclo do carboidrato que muitas pessoas não levam em consideração é o balanço do peso corporal devido ao glicogênio e água. Com 3 dias de “carbo” baixo, ingerindo baixa energia, você pode realmente ter já acumulado 1 quilo de perda de peso. Mas então no “carbo” baixo no 4º dia, a sua composição corporal melhorou, mas o “carbo” alto faz você ganhar peso corporal total (água e glicogênio).
Se só julgar o seu sucesso pela escala e se olhar somente para o curto prazo (diário), para números, você pode estar enganado em pensar que não obteve sucesso.
Por essa razão, paciência, analisar a tendência a longo tempo e evitar a tristeza pelas flutuações em curto prazo no peso corporal, especialmente no dia de alto “carbo” ou no dia após a ingestão.
O segredo do esquema da dieta em ciclos de carboidrato esta nos seus dias de “carbo” baixo, se achar interessante baixar mais o carboidrato, significa menos energia, mas a redução é especifica no carboidrato. Excluindo modificações na proteína e gorduras saudáveis.
Em seguida, basta repetir o processo usado para queimar gordura, alimentar os músculos, até que comece a perda de gordura que você deseja. Ouvir
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